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terça-feira, 20 de novembro de 2007

Breve informe/poema

Blog em reforma...

Não reparem no template estranho, logo estará mais legível.

E o meu logo, é bem logo.

Pois o tempo me sobra, agora que não o apresso desesperadamente.

Agora posso sorrir em câmera lenta.

Fazer poesia com as coisas pequenas.

Flora S.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Encontro infinito


Estou me sentindo tão não eu.
Estou me sentindo tão vazia,
Espero a chegada de meu eu.
Um eu que me preencherá.
Um eu colorido e sem oscilações.
Será um novo eu,
Ou apenas o verdadeiro eu?
Apenas sei que será um eu.
Um eu de verdade,
Um eu para valer.
Mas a espera é longa,
Parece-me interminável.
Será que eu estou tão distante assim de mim mesma?

Flora S.

domingo, 18 de novembro de 2007

Companheiros

A melhor companhia do escritor é o papel.
Do cantor, o microfone.
Do pianista, o teclado.
Do violonista, as cordas.
Do pintor é a tela.
Do cachorro, o osso.
Do leitor, a capa.
Do criador, a idéia.
De Deus, o inferno.
De mim, eu mesmo.

Flora S.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Niemand (ninguém)


Meu olhar está maduro.
Minha cara está dura.
Me olham e me vêem mais velha.
Ah, se eles soubessem a grande criança que está dentro de mim!
Ah, se eles percebessem que ainda vivo de infância.

Mas eles não o fazem.
Os outros passam direto.
Ninguém repara.
Ninguém repara.
O olhar fica mais maduro.
A dor de ninguém reparar o causa.

E ninguém repara.


Flora S.


segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Alzheimer



Queria escrever um conto, queria ouvir o canto dos pássaros.
Eu sei que não conseguirei.
Não ouvirei os pássaros.
Pelo menos não agora.
Queria então escrever o conto.
Mas sem história, sem muito o que dizer.
Não consigo. Ou acho que não.
Seria bom me inspirar em contos que leio?
Ou seria melhor deixar para lá?
Indagarei-me sobre tudo. Sobre as verdades e mentiras.
Mas eu sempre esqueço as frases legais.
Elas são passageiras.
O que se passa na minha cabeça só eu sei.

Flora S. (Como sempre, ou quase sempre)


sábado, 10 de novembro de 2007

Conversa

Conversei comigo mesma em voz alta.
Andei pelas ruas a falar sozinha.
Não, não estava sozinha.
O meu sozinho é cheio de gente.

Corri pela chuva para me sentar na calçada molhada.
Pulei na neve e escorreguei.
Me levantei rindo, sorrindo.
Fiquei vermelha como a muito tempo não ficava.

Mudei minha roupa.
Arrumei meus cabelos.
Pintei a folha.
Escrevi um texto.
Encontrei amigos.

O melhor de tudo foi a paisagem.
A minha paisagem.
A paisagem que criei.

Flora S.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Eu


Descobri que sou eu.
Com minha inconstância.
Com meus momentos de sim e de não.
Descobri que sou eu.
Que eu escolho e apago palavras.
Que nem em tudo sou inconstante.
Que sou inocente.
Que sou feliz.
Que sou eu.
Descobri quem sou eu.
Que sou eu quem posso te fazer pensar alguma coisa,
que no próximo momento nem me lembro mais.
Que sou eu quem sou.
Que não sou rainha ou fada,
mas o fui.
Que não sou mais do que sou.
Que não quero ser.
Que sou.

Flora S.